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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando os vilões ganham dos mocinhos

Quando os vilões ganham dos mocinhos

Com uma personalidade mais densa e trabalhada, vilões chamam a atenção de um público cada vez maior

Reportagem MICHELLE DE CERJAT
Edição FLÁVIA SILVEIRA

DIVULGAÇÃO

Guerra nas Estrelas, é considerado um dos maiores vilões da história do cinema" v:shapes="_x0000_i1025">

Darth Vader, do filme Guerra nas Estrelas, é considerado um dos maiores vilões da história do cinema

Quem nunca se pegou elogiando o vilão após sair de uma sessão de filme? Estes vilões, que normalmente são um empecilho na vida dos mocinhos, estão roubando a cena do personagem principal. Com uma personalidade muitas vezes mais complexa que a dos outros personagens, os vilões chamam atenção e conquistam cada vez mais fãs.

De acordo com a psicóloga Maria Otília Nórcio o ser humano é naturalmente atraído por personagens enigmáticos e diferentes. “Normalmente eles despertam grande curiosidade e interesse, porque são criados com riquezas de detalhes e poderes sobrenaturais”. Segundo a psicóloga, os vilões são usualmente representados por figuras impulsivas que não medem conseqüências e atos. “Eles não respeitam leis e nem regras, passam por cima de autoridades e não se importam em ser aceitos pela sociedade”, afirma.

A psicóloga explica que há na maioria dos seres humanos um desejo em muitas vezes representar esse papel. “Já que para ser aceito na vida real é preciso ser bonzinho o tempo todo, os vilões acabam possibilitando a imaginação de um ser livre e inconseqüente que muitas vezes gostaríamos de ser. Uma espécie de válvula de escape”, diz.

A profissional afirma que este interesse pode se tornar uma má influência. “É preciso saber separar a realidade da imaginação. O poder surreal acaba influenciando sim, mas se aquilo é visto apenas como algo irreal, a vida de verdade não é frustrada por não ser um herói, seja ele o mocinho ou o bandido”.

Os malvados são melhores

A estudante de publicidade Marcelle Duarte afirma que há tempos os mocinhos vêm perdendo prestígio. “Os telespectadores não se identificam com a personalidade utópica dos típicos personagens bons de contos de fadas. Eles não parecem reais e são considerados bobos e sem graça pelo público mais exigente”, acredita. A estudante acha que por isso os vilões ganham mais admiradores, pois eles têm uma personalidade mais trabalhada e menos superficial.

Marcelle ressalta ainda que esta falta de apelo dos mocinhos fez com que os filmes buscassem cada vez mais roteiros com o chamado anti-herói, que não chega a ser um vilão, mais possui muitas características parecidas. “O anti-herói chega para desmistificar o bom mocinho e instiga muito mais o interesse do público por parecer um personagem mais real”, afirma.

Além da rejeição pelo típico bom moço dos filmes, Marcelle considera a liberdade que os vilões demonstram é outro motivo que faz com que o telespectador se atraia por estes personagens. “O vilão não se preocupa com nenhum padrão ético, estético, não lhe interessa o que os outros pensam. E essa liberdade é cobiçada por todos”.

A jornalista Letícia Cardoso concorda que os vilões são mais interessantes que os mocinhos. “Não que salvar o mundo seja chato, mas alguns mocinhos não têm carisma nenhum e são limitados, enquanto os vilões possuem mais conflitos internos, e isso torna tudo mais interessante”, diz.

Letícia acredita que o caráter dúbio do vilão também faz com que ele seja mais interessante. “Na realidade essa coisa maniqueísta é fora de mão, porque todo mundo possui o lado bom e o lado ruim. É mais interessante quando o personagem pode demonstrar esses dois lados”, acredita.

Já para a estudante de biologia Mariella Patti, os vilões chamam atenção porque normalmente estes personagens já passaram por maus bocados antes de virarem o que são. “Muitos dos vilões foram caras bons no passado e trocaram de lado, seja por decepção, seja por perceber que é mais inteligente ir contra a corrente e enfrentar verdades que ninguém quer admitir”. Para ela, os vilões não se vendem ao politicamente correto e não se cegam para verdades difíceis. “Isso é admirável”, completa.

Para as entrevistadas, o maior vilão de todos os tempos continua sendo Darth Vader de Guerra nas Estrelas. Também foram citados outros senhores do mal como o canibal Hannibal Lecter, do filme Silêncio dos Inocentes, e a editora Miranda Priestley, de O Diabo veste Prada.

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