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segunda-feira, 15 de março de 2010

Envelhecendo, e ainda melhorando




KATHLYN HOTYNSKI

Redação

Fonte: Folha de S. Paulo

O espectro do envelhecimento é nefasto: perda de memória, mortalidade. Mas o medo do inevitável pode obscurecer o lado positivo de ficar mais velho: estar no auge. 
Muitos "baby boomers" (americanos hoje na faixa de 55 a 64 anos) estão percebendo que a vida pós-aposentadoria não é apenas um lento declínio. Ainda há sabedoria a ser conquistada, trabalho a ser feito, aventura a ser vivida. 
Muita gente prospera em suas carreiras enquanto os colegas se aposentam.
 Plácido Domingo, 69, ainda rege, canta e dirige duas grandes óperas. 
A ativista russa Liudmila Alexeieva, 82, foi presa tantas vezes por organizar protestos nos últimos 43 anos que virou especialista em provocar e atazanar a KGB. E Anthony Mancinelli, 98, foi declarado pelo "Guiness como o barbeiro mais velho do mundo -e ainda corta o próprio cabelo, relatou Vincent Malozzi no "New York Times". "Não estou nem considerando a aposentadoria", disse Mancinelli, "porque vir trabalhar é o que me mantém ativo". 
O trabalho mantém muitos "baby boomers" ativos. Alguns profissionais com mais de 55 anos chegam mesmo a procurar novas carreiras. Janet Mitchell, de Leo, Indiana, treina assistentes sociais, pastores e outros para mediar conflitos familiares. 
"Cerca de metade deles são 'baby boomers' com pais idosos, disse ela a Elizabeth Popes, do "Times". "Os mais jovens podem não ter credibilidade para este trabalho."
 Outros estão levando décadas de conhecimentos e contatos para uma carreira solo. O número de americanos autônomos entre 55 e 64 anos cresceu 52% entre 2000 e 2007, segundo a Administração das Pequenas Empresas, entidade federal. Cinde Dolphin abriu seu escritório de marketing aos 55. "é uma festa", disse ela ao "Times".
 "Posso estabelecer meu horário e minha agenda e fazer outras coisas das quais gosto." Novas pesquisas mostram que a mente continua se desenvolvendo até o final da vida adulta.
O cérebro, ao atravessar a meia-idade, melhora no reconhecimento da ideia central", escreveu Barbara Strauch no "Times"."Se mantido em boa forma, o cérebro pode continuar a construir caminhos que ajudam seu dono a reconhecer padrões e, como consequência, ver significado e até soluções muito mais rapidamente do que um jovem consegue.
Outro benefício da idade é ter tempo para viajar. Aposentados estão ficando mais aventureiros, escalando o Everest, percorrendo a trilha inca e até praticando "wingwalking", espécie de balé em aviões em pleno voo. 
"Este é um fenômeno de mercado emergente, baseado em dezenas de milhões de homens e mulheres com vidas mais longas e mais vitalidade juvenil do que jamais se imaginou", disse Ken Dychtwald, psicólogo e autor de várias obras sobre o envelhecimento. 
Para o psiquiatra Marc Agronin, em artigo no "Times", sentir pena do idoso, mesmo num asilo, é um equívoco. "Vemos nossa própria idade como o mais normal dos tempos, como toda vida deveria ser. Aos 18, os cinquentões parecem antigos, mas aos 50 somos aptos a dizer o mesmo dos octogenários." E quanto aos centenários? "Eu esqueci que era tão velha", disse uma paciente centenária a Agronin. 
E dali ela foi para o bingo.

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