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terça-feira, 2 de julho de 2013

Biquínis nos jogos,Sinais na praia misturam tática, beleza e patrocínio



FIVB
Bárbara Seixas indica a marcação para Lili: dupla vai tentar 'ler' o ataque adversário no Circuito
Bárbara Seixas indica a marcação para Lili: dupla vai tentar 'ler' o ataque adversário no Circuito
A câmera dá o close nos bumbuns. Os patrocinadores comemoram a exposição das marcas estampadas nos biquínis, o público masculino comenta a beleza feminina, e os fãs de vôlei tentam compreender os sinais feitos pelas atletas com as mãos. Na fração de segundo em que formam números com os dedos, as parceiras se comunicam para armar a estratégia de defesa do time sem que qualquer troca de palavras seja necessária.
Os códigos utilizados pelas jogadoras são aprendidos juntamente com os primeiros fundamentos do vôlei de praia. São repetidos à exaustão e interiorizados assim como todas as demais ações em quadra. A linguagem básica, universal, é compreendida por duplas de todo o mundo, sinalizando essencialmente qual a marcação que a parceria que saca fará para cada atleta adversária, dependendo de quem receber a bola. Cada mão colocada atrás das costas representa uma rival, de acordo com a posição na quadra. Mão direita indica como se defender de um ataque da oponente posicionada no lado direito (entrada de rede), e o mesmo princípio é utilizado com a mão esquerda, referindo-se à atleta da saída de rede.
Os números sinalizam a marcação que o bloqueio fará, com a defesa complementando a cobertura no espaço deixado em aberto. Essencialmente, se a bloqueadora protege a diagonal, a defensora cuida do corredor. E vice-versa. Mas há uma gama maior de sinais e nuances que permite uma variação bem maior do posicionamento defensivo, desde o uso da intuição à marcação do mesmo setor da quadra, prevenindo também o uso de largadinhas ou bolas amortecidas pelo bloqueio.
- É como se o jogo fosse uma dança. Dos meus passos dependem os passos da minha parceira e vice-versa. Estes sinais que fazemos com os dedos quando estamos sacando são uma forma rápida de nos comunicarmos em quadra sem termos nos falar. Como temos pouco tempo entre um rali e outro, muitas vezes não conseguimos nos falar e aqueles sinais são o nosso código de comunicação. São importantíssimos, pois orientam como será o nosso sistema defensivo no próximo ponto. Só conheci uma dupla que não usava este método: Shelda/Adriana Behar. Mas elas sempre foram diferenciadas... Todas as outras usam deste artifício para se orientar - comentou Ágatha, atual campeã do Circuito Brasileiro ao lado de Bárbara Seixas.
A marcação geralmente é feita pela atleta que não está sacando, seja ela bloqueadora ou defensora. Em alguns times, um atleta com maior característica de liderança ou mais experiente pode assumir esta função em tempo integral. De qualquer forma, o jogador também pode expressar sua preferência para o parceiro. Ao deixar a mão aberta, pede que o companheiro evite sacar no adversário correspondente. E, ao balançar os dedos de determinada mão, demonstra sua opinião sobre qual seria a melhor opção no momento.
As filmagens e fotos constantes dos bumbuns abriram uma possibilidade comercial fortemente explorada pelos atletas. Nos biquínis e bermudas, no caso do masculino, as duplas estampam as marcas de anunciantes em troca de apoio comercial. O "outdoor ambulante" é bastante valorizado e destinado a patrocinadores máster, enquanto bonés e braçadeiras contêm os logotipos de empresas que contribuem com quantias menores. A cada close, elas comemoram a divulgação de seus produtos e serviços.
O outro lado da moeda: as jogadas 'cantadas'
A utilização de uma linguagem universal, ao mesmo tempo que facilita o trabalho da parceria, também expõe as jogadas para qualquer pessoa que esteja na arquibancada diretamente atrás da dupla. E, embora raros, há relatos de uso de má fé por treinadores e membros de comissões técnicas, que repassam as informações para que seu time fuja da marcação adversária. Cruzadas de pernas e troca da posição de acessórios como bonés são algumas das "técnicas" usadas para passar as mensagens.
- Talvez seja a coisa mais antiética do esporte. É muito feio meio cantar jogada. Eu nunca percebi um adversário usando contra mim, mas já ouvi muitas histórias. Principalmente nos jogos em quadras menores, em que não há banco para os treinadores (no Circuito Brasileiro), ou no Circuito Mundial. Mas é muito difícil provar também - disse um jogador, que preferiu não se identificar.
Árbitra das finais olímpicas de Pequim e Londres e atual coordenadora do quadro de juízes da Confederação Brasileira de Vôlei, Maria Amélia Villas-Bôas afirma que não recebe nenhuma queixa neste sentido há muitos anos mas que, caso haja uma denúncia formal e ela seja comprovada, a dupla que recebeu a "dica" pode ser punida.
- Se os infratores forem identificados, o adversário avisa o árbitro, que chama o supervisor para verificar. Se comprovado, o capitão vai ser chamado, e seu time pode levar cartão amarelo. E a pessoa que passou a informação será retirada do local, obviamente. Há anos atrás isto acontecia muito no Circuito Mundial, porque os técnicos não eram identificados. Agora se sabe que se passar a informação de uma jogada da equipe que está jogando é antiético, que vai existir uma punição. Realmente faz muito tempo que não sei de um episódio assim.
Fonte: SportTV
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