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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Modelos que desfilam biquinis



 O que se deve levar em conta na hora de avaliar um desfile de moda? As roupas que os estilistas estão apresentando ou o corpo das modelos? Os meses de trabalho duro do estilista, suas idéias para a próxima estação ou as celulites, gordurinhas e demais “imperfeições” das modelos? São perguntas difíceis porque temos que admitir que é praticamente impossível não reparar nos corpos que desfilam pela passarela, afinal de contas, os modelos são pagos para mostrarem e divulgarem, não somente as roupas dos estilistas, mas também uma boa aparência. O fato é que o mercado da moda exige que os modelos sejam magros para que eles possam caber em todas as roupas, obviamente. A que ponto a pressão pela magreza afeta a auto-estima e a vida de uma pessoa? Na semana passada, durante o São Paulo Fashion Week, uma polemica tomou conta do maior evento de moda da América Latina. Toda a atenção se voltou para a modelo tcheca Karolina Kurkova, uma das Angels da Victoria Secret”s, que fatura milhões de dólares por ano e que desfilou com exclusividade para a grife Cia. Marítima. A modelo desfilou, realmente, uma silhueta diferente da que todos os fashionistas e jornalistas de moda estão acostumados a ver numa passarela. Karolina foi massacrada pela mídia. Isso aconteceu com uma top veterana, e quando isso acontece com as iniciantes, que são geralmente adolescentes? 100% delas sofrem de ansiedade e 92% tem problemas alimentares, segundo uma pesquisa divulgada pelo psicólogo e psicoterapeuta da Universidade de São Paulo e que trabalha com modelos, dr. Marco Antonio De Tommaso. “Essas meninas já sofrem com o stress natural das variações de uma vida de modelo. Sair de casa muito cedo, deixar a família, mudar de cidade, a ansiedade para ser aceita em um trabalho e para ganhar dinheiro são algumas delas. E além da pressão do mundo da moda tem a pressão da própria família, que acha que a vida de modelo é só glamour”, explica ele. Tommaso realizou, entre 2006 e 2007, um levantamento com 100 modelos selecionadas aleatoriamente. 40 eram iniciantes, 40 intermediárias e 20 modelos tops, de acordo com a classificação de suas agências. A faixa etária era de 13 a 30 anos. “Todas elas se sentem um pouco Karolina Kurkova”, diz Tommaso, se referindo as críticas que a modelo tcheca recebeu. Mas para trabalhar no mundo da moda, os especialistas da área afirmam: ser alta, magra e bela é um dos pré-requisitos para se ser uma modelo profissional de sucesso. “Quando você está nessa profissão, você tem que ter certos cuidados com a aparência. Afinal, o seu corpo e o seu rosto são seus instrumentos de trabalho”, afirma a jornalista e organizadora de eventos de moda, Nereide Michel. “A profissão de modelo exige que a pessoa esteja em boa forma física, para dar uma boa impressão. Isso é uma pré-requisito da profissão, como em qualquer outra. Para você ser um médico, por exemplo, você também precisa ter alguns pré-requisitos específicos”, afirma Nereide, que esclarece que a modelo muito magra e com os ossos aparecendo, também não é a aparência ideal porque não parece saudável. “Eu vi a Karolina (Kurkova) há cinco anos atrás, quando ela desfilou para a Cia. Marítima no São Paulo Fashion Week. Ela foi ovacionada porque estava com um corpo incrível. Dessa vez, ela realmente está acima do peso para uma top model do nível dela. Eu não sei o que aconteceu, ela deve estar em um mau momento na sua vida”, comenta André Azevedo, produtor de moda e artista plástico. “Se fosse eu que estivesse produzindo o desfile da Cia. Marítima, não teria deixado ela desfilar de biquíni. Teria colocado uma roupa nela para dar uma disfarçada”, conta. As perguntas que ficam é se a pressão e as exigências para as meninas estarem dentro desse padrão de beleza da moda, não acabam causando problemas de auto-estima ou alimentares, como anorexia e bulemia. André, que trabalhou dez anos na Ford Models, uma das principais agencias de modelo do mundo, afirma que as agencias se preocupam sim com a saúde das modelos. “Na Ford Models, elas recebem constantemente um acompanhamento nutricional, médico e psicológico. E se recomenda que a família também acompanhe sempre, principalmente as modelos em início de carreira”, diz ele. “O mercado da moda como um todo, exige modelos de aparência saudável, que tenham cuidado com a alimentação e façam exercícios físicos. O que a pessoas não entendem é porque algumas modelos são tão magras. Mas isso vem um pouco da genética da pessoa e a maioria é muito jovem, quando você é jovem é mais fácil ser magro. Tem muita modelo que come um monte”, afirma André, que cita a top Gisele Bündchen como uma delas. Inclusive, Gisele é referencia para o dr. Tommaso também. Segundo ele, a top tem personalidade forte, o que é muito importante para aguentar os “trancos” e a rejeição, normais no início de qualquer profissão. “Nem todas as meninas tem a determinação e a autoconfiança que a Gisele Bündchen teve no início da carreira. A Gisele ficou nove meses sendo rejeitada e ouvindo que era nariguda, e nunca desistiu.”
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